
Antes de ser uma marca, a MAMI já era um ofício de família.
Mami é o nome de Maria Creuza. Três gerações de uma família cearense em volta das fibras, desde os anos 1950.
Uma história contada por capítulos
Maria Creuza Mamivandoren é a idealizadora da MAMI. Foi o jeito dela de receber, próximo, atento e interessado em entender cada pessoa, que deu à marca o nome e a forma de trabalhar que ela mantém até hoje.
Entre uma conversa e outra, vinha uma pergunta simples de quem chegava até ela: “qual é o seu nome?”. A resposta era sempre a mesma: Mami. Quando chegou o momento de abrir a própria loja, em 1985, esse nome já carregava histórias, relações e a forma como seus clientes a reconheciam. Por isso não foi preciso inventar uma marca.
MAMI nasceu do nome da fundadora e, principalmente, do jeito como ela acreditava que uma casa, uma loja e uma relação deveriam fazer alguém se sentir: bem recebido.
Mas essa história começa ainda antes. José Carneiro, pai de Mami, entrou para o universo das fibras na década de 1950. Ao lado de dona Filomena, construiu uma família de dez filhos em uma rotina em que o trabalho artesanal, a criação e o trançado faziam parte da vida cotidiana.
Depois vieram Mami e, mais tarde, suas filhas, Aline e Tamiris. São três gerações ligadas pelo mesmo ofício, que aprenderam a transformar fibras em móveis e móveis em espaços para viver.
Ao longo desse caminho, materiais, técnicas e formas evoluíram. O que permaneceu foi o cuidado com a qualidade, a valorização das fibras naturais e um jeito próximo de atender, daquele que começa pela escuta e, muitas vezes, transforma clientes em amigos.
Fortaleza, onde a história começa
A história da família começa em Fortaleza, no Ceará. Foi ali que José Carneiro e dona Filomena formaram uma família de dez filhos. Mami é a segunda deles.
Dessa origem vem algo que acompanharia a família por toda a sua trajetória: a disposição para criar novos caminhos, mudar quando necessário e recomeçar sem perder aquilo que realmente importa.
Anos 1950: o ofício começa com José Carneiro
Foi na década de 1950 que José Carneiro encontrou nas fibras um ofício.
Artesão por natureza e movido pela curiosidade de criar, montou sua oficina, aprendeu a reconhecer e selecionar cada matéria-prima e desenvolveu suas próprias peças.
O trabalho com o trançado ajudou a sustentar a família e, sem que soubessem ainda, deu início a um conhecimento que atravessaria três gerações.
É com ele que começa a história do fazer artesanal que permanece na MAMI até hoje.
A infância entre as fibras, em Belém
Ainda menina, Mami mudou-se com a família para Belém do Pará. A poucos passos de casa, José Carneiro mantinha uma oficina com cerca de doze profissionais.
A proximidade fez com que o trabalho estivesse naturalmente presente em sua infância.
Seu aprendizado aconteceu observando o movimento da oficina, o cuidado dos artesãos, o comportamento dos materiais e, principalmente, a capacidade do pai de imaginar novas peças e encontrar maneiras de fazê-las ganhar forma.
Antes de ser profissão, a fibra já fazia parte da vida.
O aprendizado do junco
Na oficina, cada material tinha seu tempo e seu destino.
O junco chegava bruto e passava por um processo cuidadoso de limpeza, abertura e seleção. As palhas mais finas podiam se transformar em cestas e objetos menores. As mais selecionadas eram reservadas para os móveis.
Era um trabalho feito pelo olhar, pelo toque e pela experiência.
Essa atenção à matéria-prima, aprendida ainda nos primeiros anos da família no ofício, permanece como parte do critério da MAMI: entender o material antes de transformá-lo.
A passagem por Uberlândia
Depois de aproximadamente dez anos em Belém, a família seguiu para Uberlândia, em Minas Gerais.
Ali, José Carneiro abriu uma loja na Rua Floriano Peixoto, uma das principais vias da cidade.
Ao conhecimento da oficina passou a se somar também a experiência do comércio: receber pessoas, compreender o que buscavam e apresentar o móvel não apenas pelo que ele era, mas pelo espaço que poderia transformar.
A chegada a São Paulo
O caminho da família continuou até São Paulo.
Movido pelo mesmo espírito empreendedor, José Carneiro chegou primeiro e preparou a chegada dos demais. A primeira loja paulista foi aberta na Avenida Amador Bueno da Veiga, na Penha.
O junco continuava presente, enquanto o vime ganhava cada vez mais espaço.
Mudavam as cidades, os endereços e algumas matérias-primas. O conhecimento construído pela família seguia junto.
Mami, o nome antes da marca
Mami recebeu o nome da avó paterna. Em seu registro, Maria Creuza Mamivandoren. Mas foi simplesmente como Mami que passou a ser conhecida por clientes, amigos e pessoas próximas.
Em São Paulo, começou a trabalhar no comércio e, pouco a pouco, desenvolveu seu próprio olhar para decoração, proporção, composição e escolha dos móveis.
Seus irmãos também seguiram pelo universo das fibras, cada um construindo seu próprio caminho. Mami trabalhou nas lojas de dois deles e passou anos em contato direto com os clientes.
Era ela quem recebia, conversava, ouvia e ajudava.
E a pergunta aparecia com frequência:
“Qual é o seu nome?”
Mami.
Anos antes de existir uma marca, o nome já era lembrado pelas pessoas que passavam por ela.
1985: a loja com o nome dela
Mami sonhava em ter um espaço seu.
Uma loja em que pudesse reunir o conhecimento aprendido com a família ao seu próprio jeito de escolher, apresentar e receber.
Em 1985, esse sonho ganhou endereço e a MAMI foi fundada.
Colocar seu nome na fachada foi uma escolha natural. Era também uma maneira de assumir pessoalmente aquilo que entregava a cada cliente.
Assim, a segunda geração da família conquistava sua própria casa, sem se afastar das raízes construídas na oficina de José Carneiro.
A linha natural como raiz
Com o tempo, a MAMI incorporou novos materiais, técnicas e possibilidades.
As fibras sintéticas, a corda náutica e novas formas de trançado ampliaram o repertório da marca e permitiram criar móveis para diferentes ambientes, usos e estilos de vida.
Mas evoluir nunca significou deixar a origem para trás.
O junco natural continua ocupando um lugar especial nessa história. Selecionado com cuidado e trabalhado à mão, ele representa uma ligação direta com o ofício aprendido pela família décadas atrás.
Do pai, Mami trouxe a coragem de criar, a confiança no trabalho bem-feito e o respeito pela qualidade.
A tudo isso acrescentou algo muito seu: a maneira de receber.
Para Mami, uma loja também precisava fazer alguém se sentir acolhido.
A continuidade das filhas
Com o tempo, Aline e Tamiris passaram a fazer parte cada vez mais ativamente da história da empresa.
A transição para a terceira geração aconteceu de forma natural, construída com confiança e proximidade.
As filhas deram continuidade ao trabalho artesanal, à linha natural, à qualidade dos materiais e à atenção dedicada a cada cliente. Ao mesmo tempo, trouxeram novos modelos, novas formas de comunicação, canais digitais e um olhar contemporâneo para apresentar a marca.
Não se tratava de substituir uma história, mas de continuar escrevendo-a.
Com novos capítulos e os mesmos valores essenciais.
A MAMI de hoje
Hoje, a MAMI reúne três gerações de conhecimento sobre fibras, fabricação própria e uma capacidade de personalização que nasce justamente da proximidade com o fazer.
Medidas, materiais, tramas, cores, tecidos e níveis de conforto podem ser pensados de acordo com cada projeto, tanto para áreas internas quanto externas.
Mas, antes de qualquer escolha, o processo continua começando como começou há décadas: pela conversa.
Entender o espaço. Como ele será vivido. Quem estará ali. O que precisa funcionar. E, principalmente, qual sensação aquele ambiente deve proporcionar.
Porque, para a MAMI, criar um móvel nunca foi apenas preencher um espaço.
É ajudar a criar lugares em que as pessoas queiram permanecer.
Eu fui criada no meio da fábrica. Via todo aquele processo e admirava muito o trabalho do meu pai.
Fotos que guardam o começo
Vitrines, oficinas e as pessoas que fizeram o trançado atravessar gerações — imagens guardadas pela família ao longo do caminho.





A tradição continua porque sabe evoluir.
Aline e Tamiris são a terceira geração desta família em volta das fibras. Elas preservaram a essência do trabalho da mãe e trouxeram novos modelos, canais digitais e formas atuais de se relacionar com o cliente.
A MAMI de hoje é mais moderna, sem deixar de ser a mesma em intenção.
Vamos dar forma ao que você imagina?
Fale com uma consultora e comece a personalizar a sua peça em fibra.